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Pilkington por elas

Três mulheres contam como é a relação com o universo automobilístico

 Três mulheres contam como é a relação com o universo automobilístico

Do trabalho ao dia a dia, o veículo é o instrumento principal

            Há muito tempo o carro deixou de ser um item do universo masculino. A cada dia que passa, as mulheres mostram que vieram para dominar a área automobilística: seja trabalhando, ou apenas utilizando-os como ferramenta do dia a dia.

            Muito além de trocar marchas, pisar em pedais e controlar a direção, elas pesquisam, palpitam e colocam a mão na massa em manutenções e conversas sobre este mundo.  Não se intimidam com piadinhas ou olhares suspeitos sobre suas habilidades, afinal, são entendedoras do assunto.

            Por conta disso, nós da Pilkington, conversamos com três mulheres distintas que têm uma coisa em comum: paixão por automóveis e propriedade para falar e fazer parte do meio.

“Mulher não sabe dirigir”

            Quem vê a mogiana Tamide Fernanda, 26, indo para cima e para baixo com seu carro não imagina que um dia a moça já ouviu do próprio pai, e do ex-marido, que: “mulher não sabe dirigir”. As palavras negativas, que poderiam interferir em seu desempenho, tornaram-se combustível para ir cada vez mais além.

            Para a autônoma, habilitada desde 2009, dirigir é sinônimo de liberdade, “é poder ir aonde quiser e quando quiser”. Em sua rotina, utiliza o veículo para levar os filhos à escola, para fazer compras, entregas e viajar – entre praias e cachoeiras.

            Desde a limpeza e troca de fluídos, Tamide é protagonista. Já passou por situações que a marcaram de forma positiva e negativa. “Meu carro estava com um problema que não conseguíamos identificar. Todas as vezes que ia dar partida, tinha que abrir o capô e desconectar e conectar novamente o fio do alternador – eu sempre fazia isso. Recebi muitas propostas de ajuda, ouvi muitas piadas e muitas cantadas também”, conta.

             Define seu carro como “segunda casa”, por isso, sempre o abastece com bolachas, água e balas. Também costuma manter o pen drive recheado de músicas, para ouvir enquanto controla o volante do seu “jatinho” – como o apelida.

A experiência em outro país

            Andreza Teixeira, 24, é paulista, mas vive há dois anos nos Estados Unidos, em Dayton Ohio.  Mudou-se para outro país com propósito de participar de um programa de intercâmbio, onde o objetivo é ajudar no cuidado de crianças em lares americanos – conhecido como “aupair”.

            Um dos requisitos para ser auxiliar de pais, é saber dirigir e ter habilitação. Mesmo não imaginando que um dia teria que pilotar um carro, por conta do medo de perder o controle do volante, Andreza virou motorista e realiza a função todos os dias.

            As diferenças entre dirigir no Brasil e no país onde mora estão nas condições oferecidas aos motoristas, no respeito às leis de trânsito e pela forma a qual encaram este modo de ir e vir, afinal, por lá não é comum o uso do transporte público.

           Para ela, ser mulher e conduzir um veículo significa independência. “Eu consigo ir a lugares e resolver tudo que preciso, ser tem que esperar por ninguém, afirma”. Utiliza a internet para pesquisar e se atualizar sobre o meio, pois acredita ser uma plataforma barata e por possuir bastante conteúdo a respeito.

Paixão, necessidade e trabalho

            A publicitária Juliana Albuquerque, 30, tirou a habilitação aos 18 anos, mas só foi começar a dirigir com 25 – quando resolveu encarar o medo que tinha. A paixão por veículos nasceu desde então, principalmente, a partir do momento que começou a trabalhar na área. “É algo muito amplo e sempre cheios de novidades, sempre tem um opcional novo, um design diferente, gosto muito de ver vídeos sobre carros, teste drive e as demais novidades”, conta.

            Juliana diz não ter sofrido muitos preconceitos por ser uma mulher ligada a carros, mas afirma que sempre há “aqueles amiguinhos” cheios de piadas ou que gostam de intimidar. “Esses dias encontrei um conhecido da época da escola, fazia anos que não nos víamos, ele ficou dizendo que eu dirigia muito mal! Mal ou bem, fui eu que deixei ele em casa”.

            Como trabalha na área, a publicitária sempre tem que estar atualizada a respeito: lê sites especializados, segue páginas em redes sociais e, no seu próprio ambiente de trabalho, fica por dentro das novidades do setor, como cursos, eventos, feiras e lançamentos.

            Encara o seu Patolino – apelido utilizado para se referir ao automóvel – como uma extensão do guarda-roupa. Roupas, sapatos, itens de beleza e segurança são os objetos encontrados em seu interior. Também é especialista para indicar e identificar quando é necessário realizar uma manutenção.

             Além de ter se tornado uma pessoa mais livre e independente, dirigir trouxe à Juliana a oportunidade de não ter mais medo. “Volto tarde da noite sozinha e me sinto muito segura”, finaliza.


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