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Pilkington para elas

Mães solo: a dupla jornada das supermulheres

Mães solo: a dupla jornada das supermulheres

No Dia dos Pais muitos filhos não tem uma figura masculina que represente esse papel. Isso porque é a mãe, sozinha, que assumiu os dois lados, sendo pai e mãe numa só pessoa. A dupla jornada das supermulheres é a realidade de mais de 80% das crianças brasileiras, que têm como primeiro responsável uma mulher. São muitas as realidades, de pais falecidos a pais ausentes, que se distanciaram da mulher após a gravidez, o que responde pelos 5,5 milhões de brasileiros que não tem nome do pai no registro.

Para essas mães, o dia necessitaria ter mais que 24 horas porque é coisa demais para conciliar e controlar ao mesmo tempo. São decisões a tomar, planejamentos para se fazer, arrumações e obrigações diárias de uma rotina cansativa que se estende por alguns bons anos até que os filhos consigam a independência para conseguir dar os próprios passos sozinhos, mas quando esse momento finalmente chega, é a mãe a vitoriosa. É ela quem percebe que sua dedicação gerou frutos e que finalmente seu trabalho foi bem sucedido.

É preciso ter mais empatia pelas mães que criam seus filhos sozinhas. Em pelo menos 40% dos lares no Brasil a principal responsável pela criança é a mãe, e ainda assim há preconceito enraizado na nossa sociedade. A começar da velha expressão “mãe solteira”, que soa de maneira pejorativa, já que a maternidade não é obrigatoriamente vinculada ao estado civil das mulheres. Ser mãe solo é saber que algumas vezes a necessidade do filho se sobrepõe a sua própria, mas é também reconhecer que você faz tudo o que está ao seu alcance.

Um provérbio africano diz que “é preciso uma aldeia para educar uma criança”, e porque não começar de hoje a pôr em prática esse ensinamento? Se você é mãe solo, você bem sabe que seu empenho é recompensando em cada pequena conquista dos seus pequenos, até mesmo uma nova palavra que aprendem, mas é preciso entender que não obrigatoriamente precisa ser algo solitário: saia, se divirta, encontre os amigos e relaxe um pouco. Você pode baixar a guarda de vez em quando e aceitar que além de uma supermãe, você é uma supermulher e que deve curtir a vida como merece.

E se por acaso, você conhece uma mãe solo, procure ajudá-la e apoiá-la em pequenas tarefas do dia a dia. Respeite suas escolhas na educação da criança, incentive que ela continue se dedicando a realizações próprias e evite julgamentos desnecessários que não convém. Se colocar no lugar do outro é reconhecer a força que o outro tem e perceber que juntos somos ainda mais fortes. A empatia muda o mundo e o mundo sendo mudado, a gente evolui também.

Mães solo, o dia dos pais também é de vocês. Comemorem!

 


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